A arquitetura de Vitória de Santo Antão foi refletida diretamente da
característica histórica que a cidade possui. Com o tempo as construções
centenárias do local, foram infelizmente modificadas e até destruídas,
sacrificando assim, a memória de um povo que já deu tanto valor a esta
frutuosa terra.
- Sobradinho Mourisco (Rua Imperial, 81): considerado o único
remanescente da povoação de Santo Antão da Mata. Prédio de Taipa, datado
do início do século XVIII. Hoje infelizmente não é aberto a visitação,
sua estrutura há muito tempo não é verificada. Embora seja a atual sede
da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência, que, juntamente com o
Instituto Histórico e Geográfico vem reclamando a reforma do local.
- Estação Ferroviária: construído em 1886, já funcionou como 1ª parada
de desembarque de passageiros e cargas com destino Recife-Caruaru. Hoje
o prédio encontra-se conservado e aberto a visitações, onde funciona
uma biblioteca e algumas oficinas culturais.
- Instituto Histórico e Geográfico: verdadeiro cartão-postal da cidade
da Vitória de Santo Antão, localizado a Rua Imperial 187, no bairro da
Matriz. O prédio serviu de hospedagem a família Imperial Dom Pedro II e
D. Teresa Cristina em 1859 em visita ao Estado. Erguido em 1851, o
prédio chama atenção por seu revestimento em azulejo decorado.Fundado em
dia 19 de novembro de 1950 é uma sociedade civil, de caráter cívico e
cultural, sem fins lucrativos.
- Açougue municipal: construído pela câmara municipal e inaugurado por
ela no dia 6 de novembro de novembro de 1856. O açougue municipal é um
espaço amplo com arquitetura caracterizada por arcos no seu interior.
Hoje é um espaço muito mau tratado e seus banheiros se encontram em
péssimo estado.
- Mercado de Farinha: construção do ano de 1913, este edifício possui
características idênticas ao do Açougue Municipal, com arcos no seu
interior. Hoje se encontra arrodeado por barracas que comprometem sua
fachada exterior.
- Monumento do Leão Coroado: reagindo à ordem de prisão que,
pessoalmente, lhe dera o Brigadeiro português Barbosa de Castro, o
Capitão da Artilharia José de Barros Lima matou-o com a sua espada, no
quartel do Regimento, no dia 6 de março de 1817, motivando, com esse
gesto ousado, o início da revolução republicana deflagrada em Pernambuco
naquela data. Recebeu ele a alcunha (apelido) de "Leão Coroado".
- Ao comemorar, em 1917,
o centenário desse memorável episódio da história pernambucana, o
governo municipal da Vitória, então exercido pelo prefeito Eurico Valois
denominou Praça Leão Coroado o antigo Largo da estação ferroviária com
um monumento de um atleta, coroado com louros, subjugando possante leão,
em homenagem ao bravo patriota de 1817, trabalho executado pelo escultor Bibiano Silva.
- Monumento do Centenário em homenagem a Jesus Cristo
- Ao encerrar-se o século XIX, grandes homenagens foram prestadas a Nosso senhor Jesus Cristo, por toda comunidade católica.
- Sitio Histórico Monte das Tabocas
- O Monte das Tabocas é uma área de aproximadamente 11 hectares, onde em 3 de agosto de 1645
foi palco de celebre batalha entre os luso-brasileiros e os holandeses
os luso-brasileiros escusaram os holandeses do local. Os primeiros
liderados por Antonio Dias Cardoso e João Fernandes Vieira
entrincheirados nas partes altas e protegidos pelos tabocais, derrotaram
os flamengos.
- Cumprindo a promessa feita por Fernandes Vieira, foi inaugurado no dia 3 de agosto de 1945, dia do tricentenário da batalha das Tabocas, a Capela de Nossa Senhora de Nazaré, construída com pedras do local.
- Em 9 de novembro de 1978,
foi assinada uma escritura de desapropriação de parte da área que
circunda o espigão principal. Na época da batalha a vegetação era
composta por imensos bambuzais, sinônimo de tabocais, daí o lugar
chamar-se Monte das Tabocas. Outra riqueza no Local era Pau-Brasil. Em 11 de março de 1986 o Governo estadual homologou o tombamento do sítio histórico.
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